terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

TRASPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO

COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO SÃO FRANCISCO. NOTA OFICIAL SOBRE A TRANSPOSIÇÃO DE RIO SÃO FRANCISCO

Enviado por João Suassuna, Pesquisador da FUNDAJ

A decisão do Governo Federal de dar início às obras do Projeto de Transposição de Águas do Rio São Francisco é profundamente lamentável. As incertezas e contradições do projeto, levantadas pela Comunidade Científica, representam uma temeridade, sobretudo diante da extraordinária soma de recursos destinada ao projeto pelo PAC (6,6 bilhões de reais), somente nas suas etapas iniciais.

O Atlas Nordeste, de autoria do próprio Governo Federal, elaborado pela Agência Nacional de Águas – ANA, ropõe investimentos da ordem de 3,6 bilhões de reais para resolver o problema de abastecimento de água para todo o Semi-Árido incluindo aí os 9(nove) Estados do Nordeste e os Vales do São Francisco, Pardo, Mucuri e Jequitinhonha em Minas Gerais, com soluções para 502 sedes de Municípios nas áreas denominadas como de Elevado Risco Hídrico, independentemente da Transposição.

É importante que a opinião pública brasileira saiba que o Projeto de Transposição atende a menos de 20% da área do Semi-Árido e que 44% da população que vive no meio rural continuará sem acesso a água. Exatamente os que mais precisam vão permanecer excluídos dessa mega iniciativa do Governo Federal.

Para o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco – CBHSF, a decisão do Governo Federal ignora outras prioridades mais urgentes de investimentos para aumentar a oferta de água em todo o Semi-Árido, inclusive nos municípios da própria Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. Por outro lado, a comunidade sanfranciscana continua aguardando o diálogo que o Presidente Luiz Inácio Lula as Silva propôs e prometeu ao Bispo D. Luiz Cappio em outubro de 2005 e, até hoje, não realizado com a abrangência desejável.

Por fim, o Comitê espera que a Revitalização da Bacia Hidrográfica do Velho Chico saia do campo da retórica, dando lugar a um verdadeiro programa de recuperação hidro-ambiental do Rio e de seus afluentes. O que há hoje são iniciativas isoladas, desconexas e desarticuladas que mais servem aos interesses clientelistas do Governo, sem compromisso com o rio e as comunidades que vivem à sua volta.

Diretoria Executiva do CBHSF

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

CONIVÊNCIA OU IRRESPONSABILIDADE


Conivência ou Irresponsabilidade”


Em Uberlândia a empresa “Realiza” está construindo uma passagem sobre o Córrego Perpétuo, para dar acesso a um condomínio de luxo que está sendo construído ao lado do bairro Aclimação. Essa passagem não tem razão de ser uma vez que, a rua. Antônio Francisco Rosa no bairro Aclimação, que atualmente serve de entrada provisória, poderia ficar em definitivo como acesso ao condomínio, o que não implicaria em nada no itinerário a outros bairros e ao centro da cidade. O comentário dessa passagem poderia não ter importância se não estivesse sendo construído em uma área de Vereda. Para quem não tem conhecimento, as “Veredas” são áreas de preservação permanente (APP), que são protegidas pela lei da Resolução Conama nº 303/2002 (art. 1º§ 2º, inciso II) protegida nos termos dos arts. 2º e 3º desta lei, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas; que tem como regra: nas APPs não se permite qualquer tipo de supressão de vegetação ou utilização econômica direta, isto é, as APPs são consideradas áreas especialmente protegidas, sendo sua alteração ou supressão permitidas somente através de lei. (CF, art. 225,§ 1º, inciso III), exceto no Art. 4º do Código Florestal permite a supressão de vegetação em APP, quer dizer que a supressão de vegetação em área de preservação permanente somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública (Art. 1º,§ 2º, IV) ou de interesse social (Art. 1º,§ 2º V), devidamente caracterizados e motivados em procedimento administrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto. Isso quer dizer que a prefeitura juntamente com órgãos ambientais da nossa cidade, não tomando conhecimento dessa lei e fazendo uso do poder, deu autorização para que essa empresa realizasse essa obra de transposição que não só transgride a lei como comete crime ambiental sobre patrimônio natural da cidade, degradando de forma irreparável o meio ambiente. Em função disso, tenho mobilizado algumas lideranças políticas de nossa cidade em busca de apoio, o vereador Aniceto Ferreira (PT), sensibilizado com o fato, entrou com uma representação na Promotoria Pública pedindo pela interrupção e paralisação da obra, bem como também a revisão do processo que deu autorização para a empresa realizar tal projeto. Há alguns anos vem ocorrendo vários crimes ambientais em nossa cidade, a prefeitura e os órgãos ambientais nada tem feito para amenizar os impactos que esses crimes vem causando, os córregos de Uberlândia tem passado por um processo de destruição e as populações próximas a esses córregos já não sabem mais o que fazer. Além da poluição, os córregos de Uberlândia vem sofrendo constantes deposições de lixo e entulhos em seus leitos causando mau cheiro e a proliferação de insetos, roedores e animais peçonhentos que invadem as casas atacando a população que mora perto desses córregos.


Erlon Moreira Castilho

4º Período (Geografia)

FCU – Faculdade Católica de Uberlândia

erlonmoreira@yahoo.com.br

SE NADA É POR ACASO, ENTÃO, TUDO É POR ALGUMA COISA!

Tudo lhe é permitido, mas, nem tudo lhe convém




Se pensarmos sobre esta afirmação, podemos concluir que; a criação por si só é condicional ou convencional, isto é, a liberdade não existe. Não da forma como imaginamos. Então, como explicar isso? Vamos partir do pressuposto de que, se o livre arbítrio nos foi dado, onde não está a liberdade? Ora, veja bem, não se cria algo para nada, e se é para algum propósito é óbvio que a razão da criação é condicional para o seu criador e sua criação.

Por que Deus criou os céus e a terra? Por nada? Para nada? Tinha-se um propósito, qual? Daí o pensamento se torna imutável diante da nossa definição de criação. Se concluirmos que o “livre arbítrio” é sinônimo de “ir e vir”, logo, podemos perceber que, a própria existência humana e a existência de tudo estão condicionadas ao seu criador, isto é, não existe liberdade, tudo vive em função da subserviência ao criador.

Vamos analisar a liberdade a partir da criação do homem, vamos imaginar o homem vivendo em função de sua própria existência. Como seria se o homem que nasceu em uma região de clima tropical fosse deslocado para uma região de clima frio e seco? Sobreviveria? Talvez! Se esse talvez estivesse ligado à proporção de condição de adaptação a uma região diferente à sua região de origem. A liberdade não estaria sendo dada a este homem para que pudesse se desenvolver em qualquer lugar. Dentro dessa análise podemos dizer que a liberdade está à mercê de duas ações; a passiva e a ativa. E não podemos esquecer que toda ação tem uma reação, e como tal, tem causas e conseqüências. A liberdade passiva é quando o meio define as condições de sobrevivência de sua espécie, e liberdade ativa é quando a espécie tem que criar condições de sobrevivência no meio.

Ao longo de toda a minha vida vejo sempre as pessoas lutarem em busca de liberdade. Liberdade de opinião, de opção, de escolha, de afirmação e negação, liberdade de viver, etc. Mas afinal o que é liberdade?


1. Condição de quem é livre. 2. Faculdade de decidir e agir segundo a própria determinação; livre arbítrio. 3. Independência, emancipação. 4. Licença. 5. Sinceridade”. Ximenes (2000:579).

TEORIA PSICOGENÉTICA - "Henri Wallon"


TEORIA PSICOGENÉTICA DE HENRI WALLON


Falar que a escola deve proporcionar formação integral (intelectual, afetiva e social) às crianças é comum hoje em dia. No início do século passado, porém, essa idéia foi uma verdadeira revolução no ensino. Sua teoria pedagógica, que diz que o desenvolvimento intelectual envolve muito mais do que um simples cérebro, abalou as convicções numa época em que memória e erudição eram o máximo em termos de construção do conhecimento. Wallon foi o primeiro a levar não só o corpo da criança, mas também suas emoções, para dentro da sala de aula. Baseou suas idéias em quatro elementos básicos que se comunicam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa.

As emoções, para Wallon, têm papel preponderante no desenvolvimento da pessoa. É por meio delas que o aluno exterioriza seus desejos e suas vontades. Em geral são manifestações que expressam um universo importante e perceptível, mas pouco estimulado pelos modelos tradicionais de ensino. As transformações fisiológicas de uma criança (ou, nas palavras de Wallon, no seu sistema neurovegetativo) revelam traços importantes de caráter e personalidade. "A emoção é altamente orgânica, altera a respiração, os batimentos cardíacos e até o tônus muscular, tem momentos de tensão e distensão que ajudam o ser humano a se conhecer", a raiva, a alegria, o medo, a tristeza, a alegria e os sentimentos mais profundos ganham função relevante na relação da criança com o meio. "A emoção causa impacto no outro e tende a se propagar no meio social", a afetividade é um dos principais elementos do desenvolvimento humano.

Segundo a teoria de Wallon, as emoções dependem fundamentalmente da organização dos espaços para se manifestarem. A motricidade, portanto, tem caráter pedagógico tanto pela qualidade do gesto e do movimento quanto por sua representação. Por que, então, a disposição do espaço não pode ser diferente? Não é o caso de quebrar a rigidez e a imobilidade adaptando a sala de aula para que as crianças possam se movimentar mais? Mais que isso, que tipo de material é disponibilizado para os alunos numa atividade lúdica ou pedagógica? Conforme as idéias de Wallon, a escola infelizmente insiste em imobilizar a criança numa carteira, limitando justamente a fluidez das emoções e do pensamento, tão necessária para o desenvolvimento completo da pessoa.

Estudos realizados por Wallon com crianças entre “6” e “9” anos mostram que o desenvolvimento da inteligência depende essencialmente de como cada uma faz as diferenciações com a realidade exterior. Primeiro porque, ao mesmo tempo, suas idéias são lineares e se misturam — ocasionando um conflito permanente entre dois mundos, o interior, povoado de sonhos e fantasias, e o real, cheio de símbolos, códigos e valores sociais e culturais. Nesse conflito entre situações antagônicas ganha sempre a criança. É na solução dos confrontos que a inteligência evolui. Wallon diz que o sincretismo (mistura de idéias num mesmo plano), bastante comum nessa fase, é fator determinante para o desenvolvimento intelectual. Daí se estabelece um ciclo constante de boas e novas descobertas.

Diferentemente dos métodos tradicionais (que priorizam a inteligência e o desempenho em sala de aula), a proposta walloniana põe o desenvolvimento intelectual dentro de uma cultura mais humanizada. A abordagem é sempre a de considerar a pessoa como um todo. Elementos como afetividade, emoções, movimento e espaço físico se encontram num mesmo plano. As atividades pedagógicas e os objetos, assim, devem ser trabalhados de formas variadas. Numa sala de leitura, por exemplo, a criança pode ficar sentada, deitada ou fazendo coreografias da história contada pelo professor. Os temas e as disciplinas não se restringem a trabalhar o conteúdo, mas a ajudar a descobrir o eu no outro. Essa relação dialética ajuda a desenvolver a criança em sintonia com o meio.

Para Wallon: "Reprovar é sinônimo de expulsar, negar, excluir. É a própria negação do ensino". A teoria de Henri Wallon ainda é um desafio para muitas escolas, pais e professores. Sua obra faz uma resistência contumaz aos métodos pedagógicos tradicionais. Numa época de crises, guerras, separações e individualismos como a nossa, não seria melhor começar a pôr em prática nas escolas idéias mais humanistas, que valorizem desde cedo à importância das emoções?

Militante apaixonado (tanto na política como na educação), dizia que reprovar é sinônimo de expulsar, negar, excluir. Ou seja, "a própria negação do ensino”.



Erlon Moreira Castilho
7º Período (Geografia)
FCU - Faculdade Católica de Uberlândia

erlonmoreira@yahoo.com.br

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

GEOGRAFIA INDUSTRIAL


Robótica, Automação e uma Nova Revolução Industrial


“Durante 200 anos, a manufatura e a montagem sofreram muitas modificações, mas quaisquer que tenham sido as inovações de Taylor e Ford, ou da produção just-in-time, o elemento-chave era a reunião de seres humanos num lugar de trabalho. Estamos testemunhando agora uma revolução promovida pela tecnologia, que se afasta desse processo; ao substituir os trabalhadores das fábricas por robôs, para aumentar a produtividade, a automação retira um número cada vez maior de seres humanos da fábrica, até que talvez restem apenas poucos supervisores.”
(KENNEDY 1995)

A teoria de que automatização gera maior produção. Maior produção gera a produtividade. A produtividade gera preços baixos. Preços baixos aumentam a demanda, aumentando por sua vez a produção que em seu turno aumenta o nível dos empregos, é rejeitada por vários autores e intelectuais, já que a cadeia é correta a não ser na sua conclusão: a produção hoje não aumenta o nível dos empregos, mas sim, traz mais automatização reduzindo o trabalho dos seres humanos.
Na realidade, estamos presenciando neste fim de século, um declínio no nível dos empregos e uma drástica redução do poder aquisitivo da população mundial. Os trabalhos perdidos pelo ser humano para as máquinas nunca mais serão feitos por homens, a automatização proveniente de máquinas e computadores, oferece um ganho em produtividade e uma redução de custos, que a princípio oferece a falsa visão que mais pessoas poderão entrar no mercado de consumo e adquirir bens. O mesmo produto que era inatingível para alguns consumidores, décadas atrás, hoje em dia está nas prateleiras a preços muito acessíveis. Mas a questão é: se as pessoas estão desempregadas, qual seria o preço justo a se pagar por um produto?
As novas tecnologias da informação e da comunicação têm tanto aumentado o volume, quanto acelerado o fluxo de atividade em cada nível da sociedade. A compressão de tempo requer resposta e decisões mais rápidas para continuar competitivo. Na era da informação, "tempo" é uma mercadoria crítica e as corporações, atoladas nos antiquados esquemas gerenciais hierárquicos, não podem esperar tomar decisões com rapidez suficiente para acompanhar o fluxo de informações que requerem resolução.
Hoje, um número crescente de empresas está desfazendo suas hierarquias organizacionais e eliminando cada vez mais a gerência média com a compressão de várias funções em um processo único. Também estão usando o computador para desempenhar as funções de coordenação anteriormente executadas por muitas pessoas que, em geral, trabalham em departamentos e locais separados na empresa. Os departamentos criam divisões e fronteiras que inevitavelmente reduzem o ritmo do processo decisório. As empresas estão eliminando essas fronteiras com a reorganização dos funcionários em redes ou equipes de trabalho. O computador tornou tudo isso possível. Agora, qualquer funcionário, em qualquer ponto dentro da empresa pode acessar todas as informações geradas e dirigidas através da organização.
A partir do século XX, especialmente após a 2ª Guerra Mundial, países do chamado terceiro mundo, também passaram por processos de industrialização, como é o caso do Brasil. Nesses países foi muito marcante a presença do Estado nacional no processo de industrialização, e das empresas multinacionais (empresas estrangeiras), que impulsionaram esse processo, e fizeram que alguns países da periferia do mundo hoje sejam potências industriais. Só que diferentemente do que ocorreu nos países do mundo desenvolvido, a industrialização não resultou necessariamente na melhoria de vida das populações, ou no desenvolvimento do país, pois esse processo nos países subdesenvolvidos se deu de forma dependente de capitais internacionais, o que gerou um aprofundamento da dependência externa, como o que é expresso através das dívidas externas, além do que, as indústrias que para cá vieram por já serem relativamente modernas não geraram o número de empregos necessários para absorver a mão de obra cada vez mais numerosa que vinha do campo para as cidades, isso fez com que ocorresse um processo de metropolização acelerado, que não foi acompanhado de implantação de infra-estrutura e da geração de empregos, o que gerou um dos maiores problemas dos países subdesenvolvidos hoje o inchaço das grandes cidades, com os problemas decorrentes do mesmo.

Na década de 1970, a crise do petróleo fez com que emergisse para o mundo algo que já vinha sendo gerado no decorrer do século XX, a 3ª Revolução Industrial, também chamada de Revolução tecnocientífica informacional.
Esta por sua vez correspondia aos avanços tecnológicos em especial da informação e dos transportes, representado por invenções, como por exemplo, a Internet, e os aviões supersônicos. Os avanços nesses setores tornaram o mundo menor, encurtaram as distâncias e em alguns casos aniquilaram o espaço em relação ao tempo, como o que vemos com a telefonia, dentre tantos outros exemplos.
Tudo isso gerou e tem gerado transformações colossais no espaço geográfico mundial, as indústrias buscam a inovação, investem em novas tecnologias, em especial naquelas que poupem mão de obra como a robótica, o desemprego estrutural se expande. Antigas regiões industriais entram em decadência com o processo de desconcentração industrial, surgem novas regiões industriais. Surge a fábrica global, que se constitui na estratégia utilizada pelas grandes empresas internacionais de produzir se utilizando das vantagens comparativas que oferecem os variados países do mundo. A terceirização, também torna-se algo comum, como o que ocorre com empresas de calçados como a NIKE, que não tem um único operário em linhas de produção, pois não produz apenas compra de empresas menores.
Fruto também da revolução tecnocientífica informacional, surgem os chamados Técnopolos, locais, que podem ser cidades ou até mesmo bairros onde se instalam empresas de alta tecnologia como uma Microsoft, em geral associadas a instituições de pesquisa como universidades. É o caso do Vale do Silício nos EUA, Tsukuba no Japão, e cidades como Campinas e São Carlos no Brasil.

Hoje a presença de multinacionais já faz parte do cotidiano de milhões de pessoas no mundo todo, elas comandam os fluxos internacionais, e em alguns casos chegam a administrar receitas muito superiores a de vários países do mundo.
As maiores multinacionais do mundo são dos EUA, seguidas de japonesas e européias. Empresas desse tipo surgidas em países do mundo subdesenvolvido ainda são poucas, e não tão poderosas como dos primeiros.
No Brasil, a chegada delas se deu, principalmente a partir do governo de JK, que abriu a economia nacional ao capital internacional proporcionando grande internacionalização da economia, por outro lado também beneficiou multinacionais, como por exemplo, na opção pela via rodoviarista de transportes para o Brasil, que naquele momento atraiu várias multinacionais produtoras de automóveis, mas que condenou os brasileiros a pagarem os custos mais elevados desse tipo de transporte.
Hoje a presença delas no Brasil é muito intensa e numerosa, elas sendo responsáveis por grande parte da drenagem de capitais que saem do país através das remessas de lucros.





Bibliografia:
www.portaldomarketing.com.br/ Artigos/O%20Fim%20dos%20Empregos.htm
http://www.ime.usp.br/~is/ddt/mac339/projetos/fim-dos-empregos/tercRevInd.htm
http://pessoal.educacional.com.br/up/4770001/1306260/t1314.asp

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

CÓRREGO DO CAVALO


1 - Introdução:


Estivemos na Bacia Hidrográfica do Córrego do Cavalo, em Uberlândia, para efetuar um trabalho para a matéria de Biogeografia, fizemos análises investigativas em relação às vertentes, com o objetivo de descrever as transformações e as características geomorfológicas que desenvolveram com a ação da natureza e do homem. Nesta investigação tivemos a oportunidade de mapear a bacia hidrográfica do córrego distinguindo os divisores de água em relação à outras bacias, curvas de níveis, ravinas, erosões, boçorocas, assoreamento, mapas nativas, matas ciliares, ação das chuvas, a emissão de esgotos e outros tipos de agressões que tem ocorrido na bacia hidrográfica. Para fazermos relações da dinâmica desta bacia, tivemos que fazer uso de alguns conhecimentos que adquirimos ao longo do curso de Geografia. Conhecimentos esses que nos foi passado nas matérias de Geomorfologia I e II. Embora não tendo ainda um conhecimento mais aprofundado sobre os relevos da nossa região, não foi difícil analisar as transformações ali ocorridas, uma vez que, esses processos são comuns em quase todos os córregos e rios da nossa região.


Relatório de campo:

Córrego do Cavalo

Como característica da maioria das nascentes dos córregos da nossa cidade, as veredas estão sempre presentes e segundo as observações feitas por nós, há uma crescente degradação e destruição dessas veredas e das matas ciliares em torno do Córrego do Cavalo. Todo o complexo da cabeceira do córrego, têm características bem definidas, os interflúvios que definem a bacia inicia entre os bairros: Taiamã, Tocantíns, Luizote de Freitas e Talismã, a oeste do centro da cidade. A geomorfologia da bacia é diversificada com a presença de áreas com formas côncavas e convexas, ravinas, erosões com processos acelerados e que tem aumentado rapidamente. No bairro Tocantíns, o córrego recebe toda a carga das águas provenientes das chuvas e como conseqüência tem acelerado o processo de erosão. Apesar de não ser a única causa desse processo, a falta da vegetação ao longo do vale também tem sua parcela importante de contribuição para a dinâmica desses processos.
A bacia do Córrego do Cavalo, é formado por camadas de arenito, as quais se constituem em áreas para o desenvolvimento da vegetação, porém com a urbanização em torno da bacia fez com que os processos de ravinamento, erosões aumentassem e a calha do córrego com a evolução do canal de drenagem, tem seu nível de base no basalto que é resultado dos derrames que ocorreram na nossa região. Na vertente à esquerda onde o córrego se encontra com o Rio Uberabinha, existe uma exploração muito grande desse basalto, que é muito utilizado na construção civil e no asfaltamento de estradas e ruas. Devido a falta de conservação da vegetação tanto nas margens como em volta, o córrego tem recebido muita poluição que vem da população que mora perto, lixos que são jogados, a utilização do córrego como área de escape das águas sujas e dos lixos gerados por empresas que estão instaladas às margens do córrego.
Por isso é preciso que as autoridades competentes e os órgãos ambientais estejam engajados na luta para a recuperação e preservação do Córrego do Cavalo e dos demais córregos que fazem parte das bacias hidrográficas da nossa cidade. As últimas pesquisas tem mostrado uma crescente degradação desses córregos e a cidade está perdendo locais que poderiam ser preservados e transformados em áreas de lazer e de beleza natural.


Considerações Finais:

O trabalho que realizamos de investigação e análises da bacia do Córrego do Cavalo, foi de grande importância para nós alunos no sentido de fomentar a essência da construção do saber. A Geografia como um todo, têm nos dado uma dimensão muito grande de conhecimentos que fazem relação com o nosso dia a dia, que até então, nos tinha passado despercebido. Para nós que estamos construindo uma carreira de educador, é evidente que essas experiências vão embasar e muito na elaboração dos questionamentos e da criticidade dos processos de destruição e de transformação não só da nossa região, mas também, em qualquer lugar do planeta. Nós, como alunos de Geografia, estamos a cada dia que passa podendo perceber o quanto é importante para a formação do ser a integração dos alunos com os processos vivos e naturais das mudanças e dos processos de construção dos nossos bairros, cidades e também da formação de uma sociedade que tem evoluído a cada dia que passa e, ao mesmo tempo, tem sofrido com a inconseqüência dos resultados de todos os processos de transformação. Alem de ajudar na construção de nossos conhecimentos teóricos, trabalhos como esse nos ajudam no relacionamento com os colegas, pois é uma oportunidade de sairmos a campo para observar tudo aquilo que foi estudado em sala de aula, e que as vezes na teoria não ficou tão claro. Por isso, é preciso que tenhamos consciência da nossa responsabilidade como geógrafos e colocar em prática tudo aquilo que nos foi ensinado durante o curso e provar que com respeito ao meio ambiente e compromisso com a ética dos compromissos que teremos como educador, poderemos construir um lugar melhor de viver. Com integração da natureza no meio em que vivemos, com a integração da sociedade na educação das crianças com o objetivo de preservara natureza e com a percepção e sensibilidade da população.

Erlon Moreira Castilho
7º Período (Geografia)
FCU - Faculdade Católica de Uberlândia
erlonmoreira@yahoo.com.br

O QUE É FATO SOCIAL?


“ O que é fato social?”

- Reproduzido de DURKHEIM, E. “ O que é fato social?” In: As Regras do Método Sociológico. Trad. por Maria Isaura Pereira de Queiróz. 6ª ed. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1972. P. 1-4, 5, 8-11.

- Conhecido como o maior sociólogo francês, Durkheim é também um dos maiores sociólogos modernos. Criou a famosa “Escola Sociológica Francesa” e participou ativamente do debate intelectual dos grandes problemas de nossa época. Autor de vários livros clássicos – A Divisão do Trabalho social, O Suicídio, As Regras do Método Sociológico.



- Foi o primeiro do uso rigoroso da indução na Sociologia e o verdadeiro fundador da Sociologia Comparada, demostrando que podem estudar as variações contínuas (dentro de um mesmo “tipo social”) e as variações descontínuas (através de “tipos sociais diversos”) por meio da classificação.


“É fato social toda maneira de agir fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior; ou então ainda, que é geral na extensão de uma sociedade dada, apresentando uma existência própria, independente das manifestações individuais que possa ter.”

“...DURKHEIM, quando faz esta indagação “O que é fato social?” tem como propósito aprofundar alguns conhecimentos no que se refere aos estudos da “Praxis” do cotidiano da sociedade. E referendando alguns conceitos não limita a compreensão de todo o processo indutivo e coercitivo na forma do inter-relacionamento comunitário. É quando desempenha deveres e obrigações, é que se está sendo condicionado a exercer um papel social imposto, uma vez que, quando do nascimento já está imposto todo esse processo de procedimentos nos quais não tem como se rebelar. Há nos dias atuais exemplos clássicos desses procedimentos, é quando são tomadas posições contrárias aos métodos sociais que, embora na concepção tenha uma conduta relevante, serão totalmente excluídos do processo. A pressão de todos os instantes que sofrerá, é a própria pressão do meio social tendendo a moldá-la à sua imagem. Chegará assim a conceber de maneira precisa qual domínio da sociedade.”

- Durkheim em suas obras, abriu um campo inédito na utilização do dados estatísticos (ao estudar o suicídio) e lançou as bases de uma nova compreensão sociológica da educação. Além disso, congregou em torno de si uma plêiade de seguidores e de discípulos, que deram a França uma importância singular como centro de produção e disseminação do pensamento sociológico.





Erlon Moreira Castilho
3º Período de Geografia
FCU – Católica de Uberlândia